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Brand New Eyes

Gravadora: Fueled by Ramen
Lançado: Setembro de 2009

Faixas:
1. Careful
2. Ignorance
3. Playing God
4. Brick by Boring Brick
5. Turn It Off
6. The Only Exception
7. Feeling Sorry
8. Looking Up
9. Where the Lines Overlap
10. Misguided Ghosts
11. All I Wanted

Informações:
- Foi gravado no estúdio Lightning Sound Studios na Califórnia.
- O título Brand New Eyes foi baseado em uma faixa que depois foi cortada do álbum e significa literalmente “ver tudo de uma nova perspectiva.”
- A borboleta na capa foi achada na casa da mãe da Hayley, intacta e então decidiu fotografá-la e colocar na capa do álbum.

Significado das músicas

Em entrevista à Alternative Press, Hayley explicou o significado de cada música do álbum:

Careful: Essa foi uma das primeiras que o Josh me passou. Ele gravou as guitarras e colocou umas batidas falsas, e eu pensei que não fosse funcionar. Ha! Ele até escreveu a melodia para o final do refrão – você sabe, aquela parte que em que eu falo “more” um milhão de vezes. A letra original era “whoa”, claro. (Nós gostamos muito de “whoas”). O refrão ficou pronto em uns 5 minutos, só que não tinha ideia sobre o que ele falava. Era apenas um monte de palavras que vieram a minha cabeça. Um mês depois, quando eu finalmente juntei todas as partes, terminou sendo sobre como eu acho arriscado viver a viva completamente.
Ignorance: Vamos ver, o que ainda não foi dito sobre essa música? Os garotos e eu precisávamos dessa música. De verdade. Eu não acho que nenhuma daquelas palavras teriam sido ditas se não tivessem sido escritas para a música. Nós estávamos no nosso local de ensaio e ninguém estava tendo ideias. Eu posso dizer que o Josh estava bem chateado. Ele olhava para nós como se estivesse dizendo “Olha, gente, eu nunca mais vou escrever uma música como ‘Misery Business’, então esqueçam.”. Então ele se virou e começou a tocar esse riff. Eu pensei “Bem, vai sim.”. Depois eu peguei a demo dela e escrevi as letras na ida para casa em meu carro. “Ignorance” é como uma vômito de palavras junto com guitarras e batidas fortes.
Playing God: Nós cinco nos encontramos na casa do Josh e do Zac e sentamos na sala de estar com dois violões e o baixo do Jeremy. Josh e Taylor começaram a tocar essas duas linhas de guitarra – no estilo Jimmy Eat World. Naturalmente, nós gostamos. Eu tinha todos os tipos de letras no meu antigo Sidekick (RIP) e a usada nessa música era de um tipo de música completamente diferente na minha cabeça. Eu tinha ela toda rápida e com um som rude. Mas por alguma razão, eu realmente queria usá-la numa música que soasse como JEW (Jimmy Eat World). Eu mudei um pouco a melodia e acrescentei algumas coisas uma vez que o Josh criou a melodia para o refrão. O que eu amo nessa música é o contraste entre o conteúdo dela e a melodia. A música, a letra, é muito nervosa. Eu estou gritando com pessoas que se julgam certas, com meus próprios colegas de banda e com todos que alguma vez já me fizeram sentir não sendo boa o bastante. Mas o tom da música é completamente diferente. É bem tranquila e divertida. Quando chegamos no estúdio, a música ainda precisava de uma ponte. Então eu sentei num piano e compus. É uma das minhas pontes preferidas no álbum – eu amo a chamada e a resposta que eu e o Josh fizemos. Eu sinto que essa é uma daquelas que estivemos esperando para escrever por um longo tempo.
Brick by Boring Brick: Me imagine entrando nesse pequeno cômodo onde praticávamos, sem saber o que iríamos conseguir fazer naquele dia e depois de cinco minutos ouvir essa música. Eu me apaixonei pela melodia desses versos desde o primeiro momento. Me lembrou mewithotYou e tinha esse lado obscuro que eu estava adorando. Eu sabia que deveria escrever algo que achasse tão elétrico quanto a melodia ou não ficaria feliz. Eu não dormi aquela noite. Terminei os versos e a ponte e fiz vários refrãos, mesmo não tendo gostado de nenhum deles. Eu estava escrevendo sobre uma garota que fugiu da realidade através de fotos e contos de fadas e qualquer coisa que não fosse real. Dessa maneira, ela parecia perfeita para todos, que achavam que ela estava bem. Mas ser assim era apenas uma máscara, não poderia durar. A letra do refrão aconteceu quando eu imaginei ela se livrando disso – enterrando tudo que ela inventou em sua cabeça para que pudesse enfrentar o mundo real de uma vez. Para sua informação, essa música não é autobiográfica.
Turn It Off: Outra letra do meu Sidekick. Eu escrevi todos os versos sem melodia na turnê que fizemos na primavera passada com o Jimmy Eat World. Nós estávamos passando por muitas coisas como uma banda – muita vibração negativa. Eu me senti sem esperança muitas vezes. Engraçado que teve que ser numa turnê com alguns de nossos heróis. Mais ou menos um ano depois, nós estávamos no nosso local de ensaio e os garotos estavam tocando essa música. Eu apenas comecei a cantar essa letra, lendo-a do meu celular e fazendo a melodia ao mesmo tempo. Funcionou! Eu memorizei a progressão do refrão e fui para casa escrevê-lo com a minha guitarra em mãos. Alguém mais além de mim pensa que a última frase do refrão soa como “When I hit the bottle (quando eu acertar a garrafa)”? Então, não é. Ok?
The Only Exception: Antes de começar a falar sobre essa, deixe-me apenas mostrar que a sigla dela é TOE (dedos do pé, em inglês). Tudo bem, Josh e eu queríamos algo curto e doce para colocar no meio do álbum. Ele me enviou algumas melodias e eu fiquei inspirada imediatamente. Depois de mostrar pros garotos, todos amaram e falaram que deveríamos terminá-la. Então o fizemos. Essa é a primeira música de amor que já escrevi. E mesmo que eu tenha tentado no passado, essa é a primeira da qual me sinto verdadeiramente orgulhosa. Eu gostei de poder expressar que sempre tive medo de amar – e ainda tenho algumas vezes – mas a esperança de que ele existe é bem evidente na letra. Então não é como se eu fosse totalmente cínica! Amor é uma coisa boa, crianças.
Feeling Sorry: Aos 20 anos, é quando você está tentando descobrir quem é ou não está nem aí. Eu estou falando sobre a vida aqui. O mesmo acontece em qualquer idade que você esteja, eu imagino. É frustrante quando eu vejo pessoas com muito potencial apenas jogarem para o alto seus sonhos porque eles parecem fora de alcance. Lutar é uma coisa boa. Eu percebi que eu e os garotos somos muito abençoados por estar onde estamos. Pode parecer que eu estou menosprezando qualquer um que não está em turnê ou vendendo álbuns. Mas não tem nada a ver com isso. Foi necessário muito sacrifício e anos de turnês e trabalho para ir do nada até esse ponto onde estamos. E mesmo que tudo isso fosse tirado de nós amanhã, ainda teria valido a pena.
Looking Up: Taylor e eu ficamos enchendo o saco do Josh para escrever uma música animada, agitada. Você sabe aquele tipo de música que você abaixa sua janela e canta muito alto mesmo em engarrafamentos (para vocês de LA)? Eu dirigi para ir para casa do Josh um dia. Estava começando a ficar mais fresco lá fora e o céu estava bem limpo. Eu não saia muito durante esse tempo, então foi um dia muito bom para mim. Quando eu cheguei lá, ele me deu uma demo e eu fui embora com ela. Enquanto estava dirigindo de volta, o sol estava no meu retrovisor. Eu abaixei os vidros das janelas. Então eu percebi que nós tínhamos essa música! A letra é auto explicativa. No final do processo de composição do brand new eyes, nós estávamos em um lugar totalmente diferente de onde começamos. Eu me sentia com sorte por termos passado pelo ano passado e resolvido nossas diferenças. E eu pensei em quão burros nós seríamos por abandonar tudo o que construímos. Essa é a minha música preferida no álbum porque é a mais honesta sobre o quanto eu sou orgulhosa do Paramore.
Where the Lines Overlap: Josh e eu escrevemos essa uma semana antes de sairmos do estúdio. Foi a primeira música que escrevemos juntos do início ao fim. Ela tinha essa linha de guitarra que me lembrava alguma música antiga do Get Up Kids ou algo do tipo. Não parecia com nada que já havíamos escrito. É uma música simples. É boa. E isso é praticamente tudo sobre ela.
Misguided Ghosts: Essa é a criança ruiva adotada do álbum. Sem ofensas para qualquer adotado ruivo – eu fui uma. Taylor escreveu a melodia para ela quando estávamos em turnê na Inglaterra. Foi depois de termos voltado do nossa “ruptura”. Mas eu acho que nós todos ainda estávamos bem marcados. Todo o ano de 2008 foi bem difícil, e mesmo que muitas coisas ótimas tenham acontecido, a vida parecia muito complicada pela primeira vez para mim. Então escrevi sobre isso. Eu gosto dela porque incorpora todas as emoções confusas que eu já tive sobre viver nesse mundo maluco.
All I Wanted: Eu queria que essa música tivesse uma história. O tempo inteiro que estivemos compondo e ensaiando em casa, eu estava nesse estado onde eu não sairia a não ser que fosse para compor com os meninos. Gastei tanto tempo sozinha no apartamento que acho que isso me afetou e me deixou triste. Um dia, eu fui pro ensaio e o Taylor estava tocando essa música. Era mais uma dele. Ela me atingiu e comecei a escrever qualquer coisa que me viesse à cabeça. “All I Wanted” quase não entrou no álbum. Eu não consigo me lembrar o porquê de pensarmos que ela não daria certo. Nós ficaríamos chateados agora se ela não estivesse lá.


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